Casqueamento Preventivo ou Corretivo? Como Identificar a Hora Certa de Usar o Casqueador

Casqueamento Preventivo ou Corretivo? Como Identificar a Hora Certa de Usar o Casqueador

No manejo moderno de bovinos, o cuidado com os cascos deixou de ser “extra” e passou a ser parte fundamental da rotina.

Escolher entre o casqueamento preventivo ou corretivo não é apenas uma questão técnica: é uma decisão que impacta diretamente bem-estar animal, produtividade, consumo de ração e até taxa de descarte.

Entender o momento certo de usar o casqueador é o que separa um rebanho que apenas “sobrevive” de um plantel realmente eficiente.

Casqueamento preventivo: cuidar antes de doer

O casqueamento preventivo é feito em animais que ainda não manifestam sinais evidentes de dor ou claudicação.

A ideia é simples: corrigir pequenos desvios de crescimento do casco antes que se transformem em lesões mais sérias.

Em sistemas intensivos, especialmente em gado leiteiro, esse cuidado programado costuma ser realizado de forma periódica, seguindo calendário compatível com cada fazenda.

Na prática, o ajuste de altura entre as pinças e talões, o nivelamento da sola e a correção de eventuais sobrecargas em um dos dígitos diminuem o risco de problemas como úlceras de sola, dermatites e rachaduras.

Um manejo preventivo bem feito reduz o estresse, melhora o conforto de locomoção e tem reflexo direto no desempenho reprodutivo e produtivo do rebanho.

Casqueamento corretivo: quando o prejuízo já começou

Já o casqueamento corretivo entra em cena quando o animal apresenta sinais claros de dor ou alteração na marcha.

Nesse ponto, o profissional precisa, além de aparar, intervir em lesões instaladas, aliviar pontos de pressão e, muitas vezes, associar tratamentos tópicos ou medicamentosos definidos pelo médico-veterinário.

Nessas situações, o risco de perda de produção de leite, queda de ganho de peso e aumento do descarte é maior, porque o problema já comprometeu o bem-estar do animal por algum tempo.

Por isso, o objetivo passa a ser recuperar o mais rápido possível a função normal do membro e impedir que a lesão evolua para quadros irreversíveis.

Sinais práticos de que está na hora de intervir

Na rotina, alguns indícios ajudam a decidir qual abordagem adotar. Se o animal manca, evita apoiar um dos membros, demora a se levantar ou passa mais tempo deitado do que o usual, dificilmente falamos de simples prevenção: é um forte indicativo de necessidade de intervenção corretiva.

Já quando o rebanho parece bem, mas você nota desgaste desigual, alongamento excessivo da pinça ou acúmulo de sujeira crônica entre as unhas, é um bom momento para organizar um casqueamento programado.

Observar o solo, o tipo de piso, o nível de umidade e a nutrição também é essencial. Ambientes excessivamente úmidos ou abrasivos e dietas desbalanceadas aceleram o surgimento de problemas, deixando o intervalo entre manejos mais curto do que o habitual.

Ferramentas certas: segurança e precisão no manejo

Tão importante quanto o conhecimento técnico é contar com boas ferramentas. Um cortador de casco que garanta cortes firmes e limpos facilita o dia a dia de quem maneja grandes lotes. Da mesma forma, manter controle do esforço aplicado com o torquês casco ou com chaves adequadas evita danos acidentais à estrutura sensível do casco e reduz o risco de dor desnecessária.

Investir em equipamentos resistentes, bem projetados e pensados para a realidade da pecuária brasileira significa menos retrabalho, maior segurança para o operador e mais conforto para o animal. Isso se traduz, na prática, em um manejo mais rápido, assertivo e economicamente vantajoso.

Casqueamento bem feito é resultado de rotina, não de emergência

A grande virada de chave está em encarar o casqueamento como rotina de saúde, e não apenas como socorro emergencial.

Com um calendário definido, uso criterioso do casqueador e atenção diária ao comportamento do rebanho, você diminui drasticamente as intervenções corretivas e os custos associados a elas.

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